Participar da reunião da Equipe Nacional de Treinamento (ENT) da AEBP foi, para mim, um momento intenso de vivência do clima inerente à fraternidade escoteira: o compromisso sempre presente de permitir uma prática atrativa e progressiva para as crianças e jovens. Foi um momento prazeroso, como são todos os momentos em que estamos imersos no Movimento Escoteiro, quando falamos sobre os fundamentos e a prática do Escotismo, mas foi também um momento de muito trabalho, alguns bons debates e muitas, muitas ideias.
Acredito fielmente que o verdadeiro caminho do resgate às tradições vem sendo construído e, a reconstrução de uma história demanda de todos os sujeitos envolvidos a vontade e a disponibilidade em mudar. Ademais, é preciso identificar, mediante uma análise conjuntural e de consciência, como estamos desenvolvendo nossas práticas para que, desta forma, o caminho a ser percorrido possa agregar positivamente os valores a que se pretende chegar: pluralismo, protagonismo, autonomia, respeito às diversidades, fraternidade.
Aliás, pensar no estabelecimento de mudança é algo a que o ser humano está acostumado desde os tempos mais longínquos e, em nossa sociedade, vem sendo encarada com certo desprezo e desconfiança. Importante salientar que o grande objetivo nosso é mudar, mas não em caráter de depreciar, não no caráter de fazer intensificar uma lógica de elite, uma lógica de poucas pessoas dispostas à prática do escotismo, mas no sentido de promover a sua democratização pelos métodos adequados, ou como bem enfatizou o nosso Presidente, Sr. Mário Greggio, "dominando a linguagem do Escotismo" e afinando nossas relações com nossos irmãos escoteiros e não escoteiros.
Fazer parte de uma fraternidade é entender que mesmo na discordância, é preciso manter níveis éticos aceitáveis em virtude de estarmos em contato com o outro para a construção de significações no mundo. Respeito é fundamental para que possamos fazer o mundo um lugar melhor, como bem enunciou BP, nosso fundador.
Precisamos de planos executáveis, precisamos de pensamentos simples e ações nobres para que o escotismo seja uma prática bem difundida a fim de tornar a sociedade mais humana, justa e plural. A todos e todas, irmãos e irmãs, deixo meu Sempre Alerta Para Servir e um forte aperto de canhota. Fraternos abraços!
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